Splatfest World Premiere mostra o grande potencial de SPLATOON 2

Experimentar Splatoon é essencial para entender a proposta.  A Nintendo percebeu isso lá em 2015 quando lançou o primeiro da série, e está repetindo a estratégia de demonstrar os games pouco antes de lançar. E melhor que experimentar o jogo, foi experimentar o primeiro Splatfest da sequência, festival que distribui mais pontos e habilidades, uma espécie de dobro de XP ou outras comemorações vistas em jogos de tiro online. Dessa vez, em forma de demo gratuita disponível para todos, o festival não ofereceu nada para ser transportado para o jogo principal, o que é uma pena, mas podemos curtir algumas horinhas de gameplay e sentir melhor o que vem por aí. Não foi a primeira vez que colocamos as mãos no game, logo nos meses iniciais do Nintendo Switch, lá em Março, rolou um Global Testfire, uma espécie de teste beta, mas dessa vez, tivemos uma versão mais próxima à final, que será lançada em 21 de julho, mais conhecido como: amanhã.

Melhorando o que já estava incrível

Entre as inúmeras melhorias vistas entre os dois contatos com o game, a mais chamativa são os gráficos. Percebe-se que agora, em belíssimos 1080p, o game salta aos olhos. Cada detalhe pode ser visto com clareza, inclusive os novos efeitos de tinta e texturas das fases e cenários. Se antes não se via um salto muito grande do antigo para o novo, agora ficou evidente a grande diferença entre as versões.

O maior destaque fica para a estabilidade de conexão. Enfrentamos algumas quedas durante a jogatina, mas não foram muitas, e se levarmos em conta a grande quantidade de pessoas jogando, e o fato dos servidores receberem gente do mundo todo, até que está aceitável. Mas o grande barato fica por conta da ausência de lags. Em Splatoon era comum atirar em um inimigo, e segundos depois, vê-lo ‘Splatar’. Nos breves momentos que passamos disputando território em Inkopolis, isso não ocorreu nenhuma vez. Espero que seja uma característica mantida na versão final do jogo.

Variedade de Armas, e é só uma pequena parte

As armas foram disponibilizadas nos seguintes grupos:

Set 1

Arma Principal: Tentatek Splattershot
Sub-Arma: Splat Bomb
Arma Especial: Inkjet

Set 2

Arma Principal: Splat Roller
Sub-Arma: Curling Bomb
Arma Especial: Splashdown

Set 3

Arma Principal: Splat Charger
Sub-Arma: Splat Bomb
Arma Especial: Sting Ray

Set 4

Arma Principal: Splat Dualies
Sub-Arma: Burst Bomb
Arma Especial: Tenta Missiles

Com elas foi possível ter um gostinho da variedade que o jogo promete. Enquanto o roller ofereceu um poder destrutivo alto, é mais lenta na hora de atacar e demanda mais cuidado na aproximação com o inimigo. As Splat Dualies demoram a eliminar o rival, ou pintar o cenário, porém, em um combate direto, tem vantagem por ser mais ágil, inclusive oferecendo o inédito movimento de esquiva. E as estratégias variam dependendo do estilo que escolher. Sabemos como a Nintendo está trabalhando suas franquias com foco online, uma espécie de serviço, e é certo que nos próximos meses mais novidades chegarão, como novas armas e cenários, tudo gratuito, portanto, o que jogamos foi apenas um pequeno pedaço de tudo que está por vir.

Um dos melhores Shooters do ano

O tema dessa vez foi Ice Cream vs Cake. A disputa foi acirrada, mas a popularidade do grupo do Sorvete foi implacável contra o pessoal que escolheu o time bolo.

Splatoon 2 tem tudo pra ser um dos melhores jogos do ano. Revelação em 2015, vem firmar sua preferência entre os jogadores, e quem sabe, se arriscar em competições de esportes eletrônicos. Se depender da Nintendo e da comunidade que vem se formando por trás do jogo, é bem provável que sim, vamos ver muitos Inkilngs em campeonatos mundiais.

Fica sempre aquele apelo pra que a Nintendo traga seus produtos para o Brasil de forma oficial, e assim possamos desfrutar dos jogos com melhores conexões, localização e no caso de Splatoon, competições de eSports lotando os estádios. Não custa sonhar, não é mesmo?