[REVIEW] SUPER MEAT BOY oferece tudo e mais um pouco de sua grande aventura no Switch

“Panela velha é que faz comida boa”

Esta icônica frase de décadas atrás se faz sempre coerente em qualquer gênero ou situação. Na indústria de games, ela se mantém verdadeira, mesmo podendo ter alguns percalços aqui ou ali. Lançado em 2010 para o Xbox 360, Super Meat Boy ofereceu aos jogadores um desafio empolgante e viciante, onde a tentativa e erro se abraçam para dar uma das melhores sensações de progressão já vistas em algum jogo eletrônico. Estamos em 2018, e isso ainda é uma realidade no nosso querido Nintendo Switch.

E não é que minha vozinha estava certa quanto à frase da panela?

Para quem não conhece a história, jogamos com o protagonista que não passa de um cubo de carne vermelha. O herói, Meat Boy, precisa resgatar sua namorada, Bandage Girl, do malvado e cruel Dr. Fetus. Esta premissa engatilha as mais de 300 fases curtas e cheias de desafio que precisamos passar, além de pegar curativos colecionáveis e descobrir caminhos secretos durante o trajeto.

A versão de Switch oferece tudo o que já vimos anteriormente nas outras plataformas, mas nos dá as opções de jogar em modo portátil e na TV, recurso sensacional do console. Assim, jogar o título passa a ser ainda mais gostoso, dando a chance de jogatinas casuais e hardcore a gosto do dono do controle. Por causa de sua alta dificuldade, é claro que morremos várias vezes, mas tudo é indolor, pois logo já estamos na mesma fase tentando de novo. Ainda bem que a ótima trilha sonora ajuda a nos manter animados durante os pulos, corridas, desvios e derradeiras quedas, sempre aumentando a nossa habilidade com cada nova tentativa.

A verdadeira novidade aqui é o Race Mode, um modo de jogo onde dois jogadores se enfrentam em tela dividida para ver quem termina a fase primeiro. Este é um adendo excelente para quem já é fã do game ou para aquele que está começando. Ele adiciona uma competitividade que antes só era baseada em tempo, mas que agora faz a galera pular do sofá em disputas acirradas. Cada um pode usar um Joy-Con para a corrida, um atrativo que só o Switch oferece logo de cara.

Porém, este acaba sendo o único defeito (se é que podemos chamar assim, pois é relativo) que vi em Super Meat Boy. Notei que nem o analógico nem os botões de direção são bons o suficiente para a jogatina. Cansei de perder vidas por causa de um toque a mais sem perceber no direcional ou por causa de uma alta sensibilidade, além disso, jogar com o par de Joy-Con é um tanto quanto desconfortável, me impedindo de fazer mais do que 30 minutos de jogatina. O ideal, obviamente, seria um Pro Controller, mas me recuso a aceitar que preciso adquirir um novo acessório por causa de um game, seja ele qual for.

Super Meat Boy de Nintendo Switch é uma excelente versão de um clássico. Além de oferecer tudo o que já havíamos visto antes, o título ainda empolga com um novo modo de jogo e as opções que só o console híbrido pode dar. Mesmo tendo 8 anos de vida, ele ainda é uma das melhores opções para este estilo desafiador de game de plataforma. Se você ainda não o jogou, não perca tempo e corra para conhecer. Ah! E não se esqueça de chamar um amigo ou um parente para a brincadeira, quem sabe a sua vovó?

Review feito com código enviado pela produtora.

Apaixonado por café e jogos de lutinha, Ricardo Syozi é o diretor de jornalismo do VGDB e nintendista de coração.
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