[REVIEW] ARMS é o ponto de partida definitivo do Nintendo Switch

Lançar o novo console com The Legend of Zelda – Breath of the Wild ou trazer o primeiro Mario com o peso de Super Mario Odyssey ainda no primeiro ano foram estratégias muito acertadas para o Nintendo Switch, mas não existe tática melhor para mostrar o console de verdade, em termos de potencial, público e direcionamento de mercado, do que inaugurar uma nova IP, exclusiva para ele, logo no início de sua vida. E ARMS foi o responsável por isso, desempenhando seu papel de forma excepcional, tendo o trabalho de representar o Switch por completo, e cumprindo muito bem esta função.

ARMS é o primeiro grande jogo exclusivo para o console. Breath of the Wild e Mario Kart 8 Deluxe não poderiam ser maiores do que são dentro de suas próprias franquias e dentro da indústria, mas são ports de jogos do Wii U. E como o primeiro jogo desenvolvido exclusivamente para o Switch, ARMS tem que mostrar o que o aparelho é capaz de fazer, e quão longe ele pode ir.

OS DONOS DE CADA BRAÇO

ARMS apoia quase todo o peso de sua existência em cima de seus personagens, e isso justifica o fato de serem tão poucos no lançamento. A estratégia é acertada e funciona muito bem, porque são eles que vão conferir vida ao jogo. Cores vivas, detalhes, roupas variadas, nacionalidades variadas, uma múmia e um robô que tem um cachorro robô, é isso que define a variedade dos personagens do game. Inicialmente são 10 (11 com Max Brass, um dos chefes do jogo, que será incluído como personagem jogável ainda este mês), e como disse antes, são poucos, mas isso é importante para que eles se firmem como nomes fortes na cabeça das pessoas, como personagens Nintendo, assim como os que já conhecemos até hoje a aprendemos a amar. Agora é a vez de conhecer os protagonistas de ARMS, e criar esse vínculo com cada um eles.

Todos são tão vivos e têm tanta personalidade, que é difícil não ter um que o jogador não consiga se identificar. O jogo não possui um modo campanha para apresentar os personagens, mas suas histórias são contadas brevemente antes de cada batalha, e na apresentação inicial do lutador escolhido por você. Mas não é apenas isso. Muito da vida de cada um deles está escondido nos detalhes, em suas vestimentas, e em suas arenas, porque cada lutador tem sua arena particular. E é ali que está escrito muito de sua trajetória, é assim que o jogo conta quem é cada um deles, na fusão do personagem + arena.

Além disso, a Nintendo adotou uma estratégia de soltar pequenas informações de cada personagem, e de toda a história do jogo, envolvendo o mistério dos lutadores de braço de mola, em suas redes sociais, fazendo com que o jogador seja responsável por juntar essas informações e monte por conta própria esse universo tão interessante e que ainda tem muito potencial para crescer cada vez mais.

Quase que diariamente novas informações são liberadas e ficamos sabendo a origem dos poderes de ARMS, como as pessoas são afetadas, como esses poderes se desenvolvem, sabemos que os poderes destes lutadores em especial vêm de suas máscaras, com algumas exceções como Mechanica, que não possui a máscara especial e portanto criou seu próprio robô com braços de mola para poder competir nas lutas, e muitas outras informações. É um universo que vai além do jogo, oferecendo assim um estudo maior do seu conteúdo, permitindo que os jogos sejam exatamente mais do que ficar preso dentro daquele espaço limitado, mesmo que ali ele já possa ser infinito.

OS DONOS DE CADA ARENA

E como foi dito, cada personagem é responsável por uma arena do jogo. 11 lutadores, 11 arenas (+ as três arenas dos outros modos de jogo: V-Ball, Skillshot e Hoops). E que arenas. Os cenários são incrivelmente detalhados, cuidados em cada mínimo detalhe, mesmo que seja para você não ver, uma vez que é difícil prestar atenção em tudo com a intensidade das lutas rolando, mas quando você consegue prestar atenção, quando você consegue perceber tudo o que está a sua volta, é difícil não se maravilhar com cada uma das ambientações.

A Arena do Helix é um laboratório em que durante as lutas vocês destrói vários outros Helixes que ainda estão sendo “gestados”, a da Mechanica é um ferro velho (onde ela constrói seus robôs), a da Min Min é um bowl de ramen, e por aí vai. Todas elas são são repletas da história de cada um deles, escondidas em um design completamente detalhado. Após cada luta vale a pena assistir o replay completo que o jogo disponibiliza para poder olhar tudo com muita calma, e ver como aqueles ambientes foram criados para ter total coerência com a história que está sendo contada,e ajudam a contar essa história.

As arenas não são apenas alegorias, elas interagem com a luta, oferecendo barreiras de defesa, plataformas para ataque, tudo o que está em cada ambiente pode ajudar ou atrapalhar bastante sua performance, desde que você saiba como usar aquilo a seu favor.

PODER SEM LIMITES

E se a gente sair daqui sem falar dos braços dos personagens, todo o esforço do game foi em vão, porque são eles que dão nome [e vida] ao jogo. Cada personagem possui três braços/armas padrão. Mas todos eles podem ter todos os braços, totalizando 30 tipos diferentes de armamento para cada um dos personagens (33 quando Max Brass entrar em ação). Eles variam em formas, utilidade, peso, e poder. São separados em categorias, como elétrico, fogo, explosivo, e são as categorias que vão definir os golpes especiais de cada um. Você pode escolher três braços por partida, podendo utilizar um diferente em cada lado, deixando um terceiro de backup para poder trocar caso não esteja satisfeito com a combinação feita.

Saber qual braço pegar para utilizar contra cada oponente é crucial para definir sua vitória, ou derrota. Mesmo que muitos dos modos de jogo selecione os oponentes aleatoriamente, é importante balancear a escolha com o design do seu próprio personagem, e utilizar isso como uma vantagem. As armas podem ser adquiridas através de pontos que são ganhos durante as partidas, e são recebidas de modo aleatório, fazendo com que elas ganhem um poder extra quando são recebidas mais de uma vez para um mesmo personagem. Braços de nível 2 possuem uma agilidade maior de movimento e causam mais dano nos adversários.

Alguns braços possuem design repetidos, mas poderes e categorias diferentes, aumentando a variedade de escolha inclusive se você tiver um favorito que utiliza sempre.

CAI DENTRO

Tudo isso, personagens interessantes e carismáticos em arenas criativas e desafiadoras com uma variedade ampla de braços/armas, não serviria de nada se o jogo não oferecesse lutas fluídas e bem desenvolvidas com um gameplay acima da média. E é aí que ARMS mostra como ele se destaca em um gênero que, apesar de não ser tão saturado quanto outros, tem dificuldade em oferecer algo realmente novo para os jogadores. As partidas são um verdadeiro show. A forma como os adversários se movimentam na arena, a inteligência artificial apurada, a bagunça que é gerada quando quatro lutadores estão na arena. E por mais bagunçado que seja, a identidade de cada personagem permite que você se localize com facilidade no meio daquela confusão, mesmo que você esteja lutando contra um personagem igual ao seu, com uma variação de cores diferentes. Sem contar que durante as lutas 2 vs 2 você pode acertar seu companheiro caso ele esteja no seu caminho. Isso não causa dano no HP, mas prejudica seus movimentos. Então, saber trabalhar em equipe, com movimentos coordenados, é importante para te levar até a vitória.

ARMS oferece ao jogador todas as configurações possíveis do Switch para ser jogado. Joy-con de lado, permitindo um multiplayer instantâneo com apenas um aparelho; joy-cons no grip; pro-controller; e o grande destaque do jogo, joy-cons soltos, com controles de movimento.

Pronta para mostrar que o Nintendo Switch é uma máquina completa, e que os joy-cons representam o que há de melhor em toda a tecnologia criada pela empresa até hoje, a Nintendo desenvolveu os controles de movimento de ARMS com a maior precisão possível. E o resultado é nada menos do que respostas perfeitas. Os controles funcionam de forma intuitiva, respondendo aos mínimos comandos do jogador. Para socar, basta mover os joy-cons para frente, e é um movimento bem sensível, exigindo muito mais precisão para acertar os golpes do que velocidade ou força, fazendo com que a jogatina neste modo não se torne algo cansativo. Se você sentir seus braços cansados ou doloridos durante o jogo, pode ter certeza que você está fazendo errado, e então você saberá que precisa ajustar seus movimentos para que tudo funcione da forma correta. Todos os movimentos funcionam perfeitamente, abrindo um leque de possibilidades infinitas para os joy-cons.

E por ser tão preciso é que os controles de movimento exigem muito treino e técnica para serem dominados por completo, porque ao realizar uma ação mais brusca e fora do proposto, ele pode não responder da forma adequada, e é aí que você vai ficar com os braços doloridos e saber que você está fazendo errado.

NÃO ACABA QUANDO TERMINA

O principal modo do jogo é o campeonato, que consiste em uma sequência de 10 batalhas que devem ser vencidas consecutivamente. Neste modo, a dificuldade varia do nível 1 ao 7, mas até o nível 3 você não estará vendo o desfecho verdadeiro do jogo. Ao final de cada campeonato você irá enfrentar Max Brass, o único personagem (ainda) não jogável no game, mas somente a partir do nível 4 você poderá enfrentar o verdadeiro chefe do jogo. E ver os créditos finais, liberando uma arte para cada personagem que você levar até o fim dessa empreitada.

O jogo possui um desnível absurdo entre as dificuldades, criando um abismo entre a 3 e a 4. Então não se sinta tão confiante quando estiver vencendo tudo com facilidade do 1 ao 3. São sete níveis que variam entre o absurdamente fácil e o impossível, e vão testar todas as suas habilidades adquiridas durante os gameplays.

Apenas socar sem parar não irá te fazer vencer os níveis mais difíceis. O jogo oferece uma variedade de técnicas, como socos curvos, agarrar, carregar o golpe, defender, esquivar, golpes especiais, entre outras coisas. E você terá que saber como ser o mestre de cada uma dessas técnicas, para poder completar tudo. E saber dominar cada um delas será crucial para determinar sua vitória a partir do nível 4.

COM AMIGOS… E INIMIGOS

ARMS possui uma variedade grande de modos de jogo. O Grand Prix é o principal, e pode ser jogado com duas pessoas. Além disso, existem partidas individuais para cada uma das novas formas de luta que ele oferece, com regras que são escolhidas pelo jogador no início da partida, e que vão definir os rumos de cada rodada.

O multiplayer online possui duas variações: Party Match (fight online for fun), para participar de partidas que oferecem pontos a cada vitória (e um pontinho também a cada derrota) que podem ser utilizados posteriormente para conseguir mais braços para cada um dos personagens (todos os modos de jogo oferecem estes pontos), e Ranked Match (fight online for rank and pride) que é o online para adquirir ranking e mostrar para todo mundo que você é o grande campeão do mundo de ARMS. Além disso, tem o multiuplayer local. E cada um destes modos possui sub-modos, variações de jogo, possibilidades que não acabam mais. Dificilmente o jogo irá te cansar ou entediar, pois possui uma mecânica viciante e sempre tem algo novo e/ou diferente para fazer.

As partidas online te colocam em lutas randômicas. Você fica em uma sala esperando sua vez, sem saber o que vem a seguir. Se será uma luta, V-Ball, Skillshot, se serão duas pessoas, três, uma batalha contra um chefe. É um lugar divertido e permite que você conheça outros jogadores, saiba suas fraquezas, suas forças, e utilize isso contra eles. Os servidores são muito estáveis. Existem quedas e oscilações, mas você conseguirá jogar diversas partidas seguidas sem passar por algum problema, e quanto mais você joga consecutivamente, mais pontos extras você ganha. Tudo funciona muito bem.

Ô ô ô ô

Se você já está jogando ARMS, ou você você já estava com a musiquinha do jogo na cabeça, ou “droga, já tinha esquecido agora tô cantarolando de novo”. O tema principal do jogo é viciante e você vai ficar com ele grudado no fundo de sua mente por muito tempo, de uma forma positiva, pois é uma música gostosa de ouvir. E toda a trilha do game segue o mesmo estilo. Músicas intensas, viciantes, e que representam cada momento do jogo de forma muito orgânica. Reparem como o tema da arena da Min Min tem um tom oriental, enquanto a arena V-Ball passa um clima de praia.

Com tanta coisa acontecendo na partida, você não vai ter tempo de prestar atenção nas músicas. Mas não precisa, porque após jogar repetidamente cada uma das arenas, ela ficará gravada em sua memória. Cada toque, cada melodia, você sempre terá aquele reconhecimento do local quando a música começar. Isso ARMS soube fazer muito bem.

EM CONSTRUÇÃO

É claro que o jogo ainda está sendo construído, e esse processo vai acontecer aos poucos no decorrer de sua vida no Nintendo Switch, isso é uma prática comum e desde que não tenhamos que pagar a mais por isso, é uma estratégia que acreditamos que funcione bem para que o jogo possa se manter interessante por mais tempo. Então é válido pensar que o jogo poderia ter sido lançado com mais personagens e que ele podia ter um modo história, assim como acontece em Splatoon. Seria interessante poder passar por aquele universo que se mostra tão vasto e interessante com os lutadores, conhecendo mais de suas histórias, enquanto eles participam de lutas que ajudariam a dar ainda mais vida a essa trama.

Quem sabe nos próximos jogos possamos ver isso, possamos saber mais, interagir mais, porque tudo o que existe de história na série está nas entrelinhas, e se você quiser mesmo entender, saber tudo o que acontece nessa espécie de humanidade evoluída pelos braços de mola, vai ter que prestar muita atenção em todos os detalhes e encarar o game como muito mais do que um jogo de luta com personagens estranhos e aleatórios em lugares ainda mais estranhos e ainda mais aleatórios.

ARMS É NINTENDO

ARMS é uma IP com a assinatura Nintendo que todas as outras franquias da empresa receberam. É um jogo vivo, colorido, divertido, carismático, desafiador. Traz ao universo da Nintendo novos personagens, novas possibilidades, sem jamais deixar de ter uma identidade própria e forte. É quase impossível não pensar em futuros crossovers, braços temáticos de chain-chomp, hookshot, entre outras coisas. Mas nesse primeiro jogo, a franquia se sustenta por conta própria, sem precisar passar por nenhuma outra série da Nintendo. A identidade foi criada, e ela agora tem potencial suficiente tanto para oferecer quanto para receber do rico e vasto universo que compreende todas as IPs Nintendo.

ARMS já é sua própria marca, já firmou seu nome no mundo dos games, e isso é só o começo. Estamos ansiosos para ver o que mais ela pode nos oferecer.

ARMS 1.5

Um ano se passou desde seu lançamento, e ARMS mudou bastante do que era no material original, e evoluiu sem muita pressa mas de uma forma correta. Novos personagens apareceram para deixar o jogo ainda mais rico, mas sem superpopular o universo criado, que ainda está sendo construído. Poderia ter mais personagens? Talvez sim, mas este não é o momento certo para isso. Existe uma história sendo contada por cada um deles desde o começo, e as novas adições [Lola Pop, Dr. Coyle] ajudam a contar essa história. Ainda estamos no primeiro jogo, este universo precisa ser estabelecido, para que futuramente possamos expandi-lo. Então é normal que vejamos muito mais coisas em um possível ARMS 2, e isso precisa ser deixado para um segundo jogo, por enquanto estamos entendendo e solidificando o que foi feito no primeiro capítulo.

VIDA NOVA… E LONGA

Uma das adições mais interessantes do game é o sistema de Badges, que funcionam como conquistas, você ganha badges variadas realizando ações simples no jogo, como utilizar um determinado braço pela primeira vez, lutar em um determinado modo de jogo, etc; e também ganha por ações mais complexas, como utilizar um braço pela milésima vez, por derrotar um inimigo utilizando apenas poderes especiais, e por aí vai. São centenas de badges, e você não sabe exatamente como e quando vai conseguir cada uma delas, não existe uma lista de ‘faça isso, faça aquilo’, você tem que simplesmente fazer tudo o que existe no jogo, utilizar todos os personagens centenas de vezes, variar os braços, lutar muito online [e offline], e então elas vão aparecendo dentro do seu menu de badges.

Além disso, o jogo não recebeu apenas personagens durante esse primeiro ano de vida, ele recebeu um suporte que mantém sua jogabilidade interessante e renovada por muito tempo: o Party Crash. O evento funciona como o Splatfest, pra quem já está acostumado com Splatoon. Ele acontece cerca de uma vez por mês, e sempre tem um tema de rivalidade de times. No caso de ARMS, são sempre dois lutadores disputando a preferência do público. Durante as lutas, você vai subindo de nível, e para conseguir todas as badges de um Party Crash, você precisa chegar pelo menos ao nível 30. Por sorte, eles sempre são mais longos do que os Splatfests, durando 03 dias, então você terá muito tempo para chegar lá.

O evento acontece todo dentro do lobby online, onde as partidas são geradas aleatoriamente. Mas existem sub-eventos que acontecem de tempos em tempos e duram alguns minutos, que oferecem pontos extras, e uma diversão extra também, porque eles são baseados em regras malucas [braços gigantes, derrota por 01 golpe, etc] e assim trazem diversidade, mesmo que as lutas online nunca sejam cansativas, mas de qualquer forma, mudam um pouco o ritmo e aceleram as coisas pra quem está ansioso para garantir o nível 30 de cada evento.

Existe agora também um sistema de leaderboards, que mostra quem são os melhores lutadores de sua região e do mundo todo. Isso é mais um incentivo para treinar, e quem sabe um dia poder ver seu nome naquela lista. Todas essas adições aconteceram de forma gratuita, o jogo não possui nenhum DLC pago, e ele foi se moldando durante esse primeiro ano, ficando cada vez mais completo e interessante.

ARMS 2.0

A Nintendo criou a IP ARMS para mostrar o que o Nintendo Switch é capaz de fazer, e ele ainda é um dos jogos mais bonitos e impressionantes do console. E ela criou essa IP com todo o cuidado e atenção que ela coloca em todas as outras. Muita vida, muita cor, muita variedade. Não existem dúvidas de que isso é apenas o começo e vamos ver muito mais no futuro, talvez ainda no Nintendo Switch, talvez em seu sucessor. Mas estamos ansiosos por um ARMS 2, e ver como essa série pode crescer e evoluir ainda mais. Enquanto isso não acontece, o jogo é uma aventura completa, e capaz de oferecer centenas de horas de diversão para quem estiver disposto a se aventurar no mundo dos braços de mola.

Tudo o que nós podemos dizer nesse momento é: Vale a pena, não conseguimos ver um cenário em que alguém vá se arrepender de experimentar esse jogo. Independente se você gosta ou não de jogos de luta, se está acostumado ou não com esse estilo, ARMS tem um diferencial que vai conseguir te conquistar e te fazer querer ser sempre o melhor.

Jornalista.
Hylian.
Mas talvez seja um Kokiri.
…ou um Korok.