[OPINIÃO] Nintendo Labo tem a essência do que é ser Nintendo

Ontem [17 de janeiro] a Nintendo anunciou seu novo projeto com o Switch, o Nintendo Labo. Uma série de cardboards destacáveis que servirão como base para uma nova forma de interagir com o portátil modular. Utilizando a tela e os joy-cons de forma separada, o Labo permite que os jogadores possam montar pequenas [e outras não tão pequenas assim] estruturas e utilizar as funcionalidades do console de forma única.

 

Com isso, a Nintendo mostrou mais uma vez o que ela gosta de fazer: Criar. O Labo tem uma proposta muito parecida com LEGO, mas oferece mais limitações do que os blocos de montar. Esse não é o caso, inclusive, a comparação foi apenas para situar esse novo brinquedo da empresa em uma fatia do mercado. São brinquedos de montar. Mas ele vai além disso. Você pode montar e depois utilizar seu Nintendo Switch para jogar de formas diferentes e criativas.

O Nintendo Switch tem seu público alvo muito bem definido, desde o primeiríssimo trailer de anúncio do console. São jovens e adultos, e isso refletiu em seus jogos, no apoio third-party, e durante todo o decorrer de 2017 esse aspecto foi bem trabalhado pela empresa e por isso ele fez o sucesso que fez até então. Agora a Nintendo está trazendo um novo público ao console: crianças e famílias que gostam de jogar juntas. Mais uma vez, tudo foi anunciado e explicado com antecedência. O Nintendo Labo é voltado para crianças. Portanto, se você é um adulto e o brinquedo não pareceu atrativo para você, está tudo bem, não existe nada de errado com você, acontece que você não é o público alvo deste produto, e não tem nada de errado com isso. Os jogos que são direcionados para você continuam lá e eles continuarão a ser produzidos.

E se você é adulto e se interessou pelo Nintendo Labo, também está tudo bem, afinal de contas ele é um brinquedo que estimula a criatividade, e não existe idade para isso. Ele abre um leque de possibilidades infinitas, não apenas para se jogar com o Nintendo Switch, mas também para criar, desenvolver, ele cria uma bifurcação à frente que pode levar a diversos caminhos diferentes e é difícil não fica minimamente curioso com o que pode surgir.

Inicialmente foram anunciados dois kits. Variety Kit, com o piano, a casa, o pequeno robozinho que se move com a vibração dos joy-cons, e outras coisas que aparecem no trailer, e o Robot Kit, que utiliza sua estrutura adaptada aos joy-cons para que você possa jogar como se fosse um robô dentro do jogo. É o Project Giant Robot de Miyamoto tomando vida de outro jeito. As formas de se jogar e interagir com o Nintendo Labo vão além de apertar botões e apontar o joy-con para a tela. Como eu já disse, um dos pequenos projetos se move através do HD Rumble, e o piano utiliza a câmera do joy-con direito para identificar pequena tarjas coloridas atrás das teclas que você pressiona e assim criar a música na tela do aparelho.

O material escolhido para esse brinquedo, papelão, facilita o destaque das peças e a montagem, mas todo cuidado é pouco pela fragilidade, pois não pode ser molhado e exige uma cautela maior na utilização e armazenamento para que não seja danificado durante e pós-montagem. Principalmente para quem tem animais de estimação, que vão ficar tão animados quanto você para ‘brincar’ com as peças.

Com o Labo, a Nintendo mantém sua essência de criar, de inovar, e aumenta ainda mais o alcance do Switch, um console que, com menos de um ano de idade, já oferece uma variedade interessante de jogos e que ainda tem um longo caminho para trilhar, e tudo o que a gente espera é que vejamos mais e mais jogos first-party, mais e mais suporte third, e que o Nintendo Labo ofereça possibilidades infinitas para crianças, adultos, desenvolvedores e todos que por algum motivo possam se interessar pelo produto.

 

Nós definitivamente estamos bem interessados.

Jornalista.
Hylian.
Mas talvez seja um Kokiri.
…ou um Korok.